quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Catolicismo - análise bíblica sobre os conceitos da Igreja Católica - Parte 2

Catolicismo - análise bíblica sobre os conceitos da Igreja Católica - Parte 2

Palavras-chave: Igreja Católica, Catolicismo, Cristianismo, Senhor Jesus, Deus, Verdade, Evangelho, Purgatório, Sacramentos, Batismo, Confissão, Penitência, Eucaristia, Sagrado Matrimônio, Casamento, Ordens Sagradas, Voto de Castidade



(continuação sobre o purgatório)

Mateus 5:25-26
"Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil."


A Igreja Católica usa o texto de Mateus 5:25-26 para defender a doutrina do purgatório. Diz a Igreja Católica que Jesus nos dá a entender que, após a caminhada da vida presente (a via), pode haver um cárcere (metáfora), de onde o réu (o homem) sai depois de ter expiado por completo. Porém, não é isso que a Bíblia diz.

Os versículos em pauta nos mostram um quadro em que o Senhor Jesus trata da relação do homem com o seu inimigo, ou seja, o devedor e seu credor (compare com Lucas 12:58-59). A palavra "adversário" aqui não se refere ao diabo e o termo prisão ou cárcere nada tem a ver com o purgatório. O texto, na verdade, refere-se ao acerto de contas, ou reconciliação, entre os homens. Assim, a humildade de espírito pode nos livrar de muitos dissabores, mesmo quando estamos errados. No sentido espiritual, a única maneira de o homem pagar suas dívidas é aceitando o Senhor Jesus como único e suficiente Salvador (João 8:32, João 14:6, Colossenses 2:13).

João 8:32
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."


João 14:6
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
Colossenses 2:13
"E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,"

Segundo a Igreja Católica, a purificação no Purgatório traz grande sofrimento para as almas que o habita, mas difere grandemente do sofrimento terrestre, na medida em que estas almas têm a certeza de que entrariam, brevemente ou não, no Paraíso. A Igreja Católica ensina que os habitantes da Terra (os vivos), através de sacrifícios, sofrimentos, orações, missas e boas obras e indulgências, podem ajudar os seus irmãos que estão no Purgatório a aliviarem o seu sofrimento e acelerarem a sua purificação. Daí o conceito de comunhão dos santos.
Segundo o Catolicismo, no fim do mundo, o Purgatório desaparecerá, com todas as almas que lá se encontram a entrarem no Paraíso, depois de longas purificações.

A Bíblia não fala em nenhum lugar de Purgatório. O Catolicismo usou essa definição para receber as indulgências das pessoas (muitas em dinheiro) para que seus familiares fossem salvos.

Como vimos anteriormente, Jesus definiu apenas 2 caminhos: salvação ou condenação. Veja nos versículos abaixo.

Lucas 16:19-31
"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."

Por meio da parábola acima, Jesus ensinou que não há como os que morreram e foram condenados passarem alcançarem a salvação, ou seja, Jesus ensinou que não existe um meio-termo como o purgatório.

Mateus 25:45
"Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna."

O malfeitor crucificado ao lado do Senhor Jesus, tomado pelo arrependimento, recebeu a remissão dos pecados e a promessa da eminente ida para os céus. Cristo não disse: "Passe uma temporada no purgatório, purifique-se e venha aos céus!". As palavras do Senhor foram:

Lucas 23:43
“...em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
Jesus perdoou todos os nossos pecados por meio de seu sangue derramado na cruz.

1 João 1:7
“O sangue de Jesus Cristo, nos purifica de todo o pecado.”

A purificação dada por Cristo é suficiente para restaurar por completo nossa vida,  transformando-nos em novas criaturas:

2 Coríntios 5:17
"E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."

Só pela graça do Senhor Jesus somos salvos, por meio da fé e jamais exclusivamente pelas obras de justiça que possamos fazer. Leia em Efésios 2:8-9.


Efésios 2:8-9
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."

Não é por meio de rezas, boas ações, auto-flagelação, penitências ou qualquer outra obra que somos salvos. Conquistamos a salvação se acreditarmos que Jesus Cristo veio como homem, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao 3º dia e está assentado à direita de Deus.

A obra que Jesus fez na cruz aperfeiçoou para sempre todos os que creem Nele.


Hebreus 10:14
“Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.”


Ao contrário do que a Igreja Católica defende, não é possível uma pessoa viva interceder por outra pessoa que já morreu nesta terra.Leia em Salmos 49:6-9.

Salmos 49:6-9
“Aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes); por isso, tampouco viverá para sempre ou deixará de ver a corrupção;”

Para haver o purgatório, seria necessário que houvesse diferença entre pecados, porém Deus não faz distinção de pecados.

Tiago 2:10
"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.“

Se você contar uma "mentirinha" é pecado, do mesmo jeito que se você xingar os seus pais ou matar uma pessoa. O que tem que ficar claro é que tudo o que você planta, você colhe.

Romanos 6:23
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."

Portanto, a suposta distinção entre pecados mortais e veniais (leves) é arbitrária e absurda.

A Igreja Católica usa o texto de Mateus 12:32 para apoiar a doutrina do Purgatório. Interpretam que os pecados podem ser perdoados tanto nesta vida quanto na futura.

Mateus 12:32
"E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro."

Segundo o texto, Jesus está afirmando que não há perdão, em tempo nenhum e em nenhuma circunstância, à blasfêmia contra o Espírito Santo. Ou seja, não há perdão para quem, consciente e deliberadamente, rejeita a presença e o poder do Espírito Santo. Esse perdão é definitivamente impossível, pois é o Espírito Santo a pessoa pela qual a graça salvadora pode ser comunicada (João 16:7-13). Ao rejeitá-lo, o pecado fica exposto à ira temporal e eterna, e sofrerá as consequências no dia do julgamento final.

Há apenas 2 caminhos: salvação e condenação. A salvação está disponível ao homem enquanto ele viver (Isaías 55:6-7, Mateus 5:25-26).

Isaías 55:6-7
"Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar."

Quem purifica o homem do pecado não é o fogo do purgatório, mas sim o precioso sangue de Jesus (1 João 1:7, Apocalipse 1:5).

Apocalipse 1:5
"E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,"

Sacramentos
Para viver em santificação, o católico é obrigado a participar e receber os sacramentos e a conhecer a vontade de Deus.

São estes os sacramentos da Igreja Católica:
  • Batismo
  • Confissão
  • Eucaristia
  • Confirmação ou Crisma
  • Sagrado Matrimônio
  • Ordens Sagradas
  • Unção dos enfermos
Batismo
Na Igreja Católica, o batismo é dado às crianças e a convertidos adultos que não tenham sido antes batizados validamente (o batismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica, contanto que seja feito pela fórmula: "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo“). A rigor, todo cristão pode, nessa fórmula, batizar validamente alguém, nomeadamente em situações urgentes.

Mas a Bíblia não ensina assim. A Igreja Católica usa o versículo João 3:5 para dizer que nascer da água é entendido como batismo infantil, que deve ser ministrado à criança depois do nascimento, sob pena de, morrendo sem batismo, ir para o limbo. Se for adulto que morre sem batismo, vai para o Purgatório.

João 3:5
"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."

Façamos uma análise bíblica desses argumentos.
É mandamento de Jesus batizar e negligenciar isso é pecado (Mateus 28:19, Marcos 16:15-16). Mas, admitir que o batismo regenera, não. O que aconteceu na casa de Cornélio mostra a falsidade dessa doutrina, a chamada regeneração batismal, porquanto esses crentes se converteram totalmente, tendo sido batizados com o Espírito Santo de forma notável, inteiramente à parte de qualquer rio externo, incluindo o batismo em água (Atos 10:34-48). Nascer da água significa nascer de novo pela fé ao ouvir a Palavra de Deus (Efésios 5:26). Pedro se refere a ser de novo gerado pela palavra (1 Pedro 1:23). O mesmo fez Tiago 1:18. Por outro lado, o Espírito Santo atua através da Palavra e promove a regeneração convencendo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:7-11). O batismo se efetua como testemunho público. Em 1 João 4:1-3 lemos que aquele que nega que Jesus se fez carne é anticristo. Isso é repetido em 2 João 7.

Marcos 16:16
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.

Observe que Jesus disse na ordem "crer" e "for batizado". O batismo é um sinal público de arrependimento. No evangelho de Mateus, vemos que João Batista, quando batizava com água, chamava as pessoas ao arrependimento.


Mateus 3:1-2
"E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus"

Sendo assim, uma pergunta é pertinente: Como uma criança recém-nascida pode se arrepender se não possui consciência de seus atos? Os recém-nascidos não reconhecem seus atos e, consequentemente, não conseguem se arrepender deles. Portanto, não é correto batizá-los.

Confissão
Na Igreja Católica, confissão, penitência ou reconciliação envolve a admissão de pecados perante um padre e o recebimento de penitências (tarefas a desempenhar a fim de alcançar a absolvição ou o perdão de Deus). Confessar uns aos outros é bíblico, mas não é necessário confessar com um padre e, muito menos, realizar penitências. Leia em Tiago 5:16.

Tiago 5:16
"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos."

A Bíblia nos ensina a confessar e orar uns pelos outros para que sejamos sarados. Não se faz necessário confessar a um padre, pois quem crê em Jesus como Senhor e Salvador tem livre acesso a Deus. Veja em Efésios 2:13-16.

Efésios 2:13-16
"Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades."

Jesus Cristo nos reconciliou com Deus. Neste momento, você pode confessar seus pecados a Deus com arrependimento sincero e Ele irá perdoá-lo.

Penitência são atos como, jejuns, vigílias, peregrinações que os fiéis - ou a Igreja - oferecem a Deus, ao Pai Criador, como provas de que estão arrependidos dos seus pecados; praticados dentre os diversos ramos do cristianismo - de diferentes formas - com a finalidade de expiação dos pecados; tendo o significado de um sacrifício pessoal do fiel, pagando um pecado cometido.

A penitência pode assumir variadas formas, nomeadamente a reparação proporcional do mal feito, a perseverança na oração e na prática das boas obras, a leitura e a meditação de passagens da Sagrada Escritura, a vigília, a auto-flagelação, o jejum e a esmola. Antigamente, acreditavam que, com flagelações no próprio corpo, a alma seria libertada. Essa atitude demonstrava que a alma era mais importante do que o corpo humano.

Porém, nenhuma penitência ter valor algum diante de Deus, porque tudo que é feito na carne não pode agradar a Deus. Leia Romanos 8:8.

Romanos 8:6-8
"Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus."

Vimos que o homem é formado por espírito, alma e corpo. Deus fala conosco no espírito e é somente este que pode agradar a Deus. Nada que é feito no corpo ou na alma agradam a Deus, pois Ele quer que o ouçamos e que possamos adorá-lo em espírito e em verdade, como está escrito em João 4:23-24.

João 4:23-24
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."

Tudo que é feito no corpo, de nada serve. Neste momento, você pode perguntar: "E o jejum?". Jejuar é abster-se de algo que alimenta o corpo. Assim, o corpo enfraquecido não tem forças para "lutar" contra o espírito, e este (o espírito), como está diretamente ligado a Deus para aqueles que aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador, pode entrar em intimidade com Ele durante a oração. Porém, é necessário deixar claro que essa intimidade com Deus é conseguida por meio da oração. Jejuar sem orar é passar fome simplesmente, e passar fome não torna ninguém mais íntimo de Deus nem mais santo.

Aprendendo sobre espírito, alma e corpo, é possível compreendermos que não há nenhum valor espiritual nas penitências. De nada serve caminhar, carregar uma cruz ou andar de joelhos dezenas, centenas ou milhares de quilômetros para cumprir promessas, porque tudo isso é feito no corpo. Deus somente se agradará se houver adoração no espírito. Em vez de perder seu tempo com esses sacrifícios no corpo, medite na Palavra de Deus, ore e Ele falará com você e irá lhe ensinar grandes coisas, como está escrito em Jeremias 29:13.

Jeremias 29:13
"E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração."


Você não necessita fazer nenhum sacrifício e nenhuma promessa para receber perdão de pecados ou alguma "graça", pois o último sacrifício foi feito por Jesus na cruz, e Ele nos lavou de todos os nossos pecados. Apenas creia Nele.

Eucaristia
Para a Igreja Católica, a eucaristia (comunhão) é o sacramento mais importante da Igreja porque os católicos acreditam que ela relembra e renova o mistério pascal de Cristo, atualizando e renovando assim a salvação da humanidade. Por isso, recebe também o nome de Santíssimo Sacramento. Este sacramento está associado também à transubstanciação, que é a crença de que, após a consagração, o pão e o vinho oferecidos e consagrados se tornam realmente o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, sob as aparências de pão e vinho.

Mas a Bíblia não comprova a transubstanciação.
Em Lucas 22:19, Jesus diz para fazermos em memória dele, mas, nem antes e nem depois desse versículo, Ele falou que o pão e o vinho se transformaram no corpo e sangue dele. O pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Jesus, respectivamente.

Em 1 Coríntios 11:23-26 está escrito:
"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha."

A ceia do Senhor, ou eucaristia para os católicos, é a representação da ceia que o Senhor Jesus ensinou que fizéssemos em memória Dele. Não ocorre nenhuma transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Jesus. Jesus está conosco todos os dias. Ele disse isso em Mateus 28:19-20.

Mateus 28:19-20
"Portanto ide, fazei discípulos de todas as naçöes, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."

Sagrado Matrimônio
Sagrado matrimônio é o sacramento que valida, diante de Deus, a união de um homem e uma mulher, constituindo assim uma família. Segundo a tradição católica, com base no Evangelho de São Marcos, o casamento é indissolúvel. Só é permitido um segundo casamento no caso da morte de um dos cônjuges ou em situações especiais de nulidade do casamento.

Mas Jesus determinou quais são as situações especiais: a maioria dos líderes religiosos nos dias de Jesus permitiam que um homem se divorciasse de sua esposa por quase qualquer motivo. Ele chocou os seus ouvintes por ser mais severo que todas as linhas de pensamento, assim como mexe com os leitores de hoje em dia. Jesus diz em termos inconfundíveis que o casamento é um compromisso para a vida inteira. Pode até ser legal (baseado na lei do país) deixar o seu cônjuge por outra pessoa, mas é adultério aos olhos de Deus.
Jesus ensinou a respeito do divórcio em Mateus 19:9.


Mateus 19:9
“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.”

Além da morte do cônjuge, a situação acima é a única que pode separar marido e mulher.

Ordens Sagradas
Na Igreja Católica, as Ordens Sagradas são recebidas ao entrar para o clero, através da consagração das mãos com o santo óleo do Crisma e, no rito latino (ou ocidental), envolvem um voto de castidade enquanto que nos ritos orientais, os homens casados são admitidos como padres diocesanos, mas não como bispos ou padres monásticos. Em raras ocasiões, permitiu-se que padres casados que se converteram a partir de outros grupos cristãos fossem ordenados no rito ocidental. No rito ocidental, os homens casados podem ser ordenados diáconos permanentes, mas não podem voltar a casar se a esposa morrer ou se for declarada a nulidade do casamento. O sacramento das Ordens Sagradas é dado em três graus: o do diácono (desde o Concílio Vaticano II um diácono permanente pode ser casado antes de se tornar diácono), o de sacerdote e o de bispo.

Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso:
A Bíblia diz que todos os que creem recebem um dom espiritual Dado pelo Espírito Santo (Romanos 12:3-8 e Efésios 4:7-8) quando nascem de novo (batismo. Leia sobre batismo neste artigo caso não tenha lido), para a edificação da Igreja de Cristo.

Romanos 12:3-8
"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria."

Efésios 4:7-8
"Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens."

Além disso, a Bíblia não ensina a fazer voto de castidade (celibato clerical).

Mateus 8:14
"E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre."

Em confronto direto com esse versículo, a Igreja Católica declara que Pedro foi o primeiro Papa e exige o celibato para o sacerdócio. Porém, como podemos constatar pelo texto, Jesus curou a sogra de Pedro, logo ele era casado. Esse fato contraria as exigências do catolicismo romano para que seus sacerdotes vivam no celibato. Em 1 Coríntios 9:5, lemos que, além de Pedro, outros apóstolos eram casados.

1 Coríntios 9:5
"Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas (Pedro)?"

Quanto aos bispos e diáconos, Paulo aconselha: “convém que seja casado” (1 Timóteo 3:2-5, 1 Timóteo 3:12; Tito 1:6-9).

1 Timóteo 3:2-5
"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganáncia, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);"

O celibato clerical foi instituído em caráter local em 386 por Sirício, bispo de Roma, e imposto obrigatoriamente pelo papa Gregório VII, em 1074. O casamento não é um mandamento, mas uma escolha individual. Leia em 1 Coríntios 7:1-6.

1 Coríntios 7:1-6
"Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento."

A igreja, o papa, ninguém tem o direito de proibir o casamento, pois ele é reconhecido por Deus como algo bom para o homem. Leia em Gênesis 2:18 e Gênesis 2:24.

Gênesis 2:18
"E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idónea para ele."


Gênesis 2:24
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Catolicismo - análise bíblica sobre os conceitos da Igreja Católica - Parte 3

Catolicismo - análise bíblica sobre os conceitos da Igreja Católica - Parte 3

Palavras-chave: Igreja Católica, Catolicismo, Cristianismo, Senhor Jesus, Deus, Verdade, Evangelho, Unção dos Enfermos, Mandamentos da Igreja Católica, Veneração da Imagens, Idolatria, Veneração de Relíquias e Objetos, Intercessão dos Santos, Rezas




Unção dos Enfermos
Para a Igreja Católica, a unção dos enfermos é conhecida como "extrema unção" ou "último sacramento". Envolve a unção de um doente com um óleo sagrado dos enfermos, abençoado especificamente para esse fim. Já não está limitada aos doentes graves e aos moribundos, mas a Igreja recomenda esse sacramento para a hora da morte.

Neste ponto, a Igreja Católica realiza o procedimento adequadamente, porém é necessário que haja fé para que o enfermo seja curado. Leia Tiago 5:13-15.

Tiago 5:13-15
“Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.

Tendo observado os sacramentos da Igreja Católica, vejamos agora os 5 mandamentos do catolicismo.

5 mandamentos da Igreja Católica

1) Participar da missa aos Domingos e outras festas de guarda.
Na maior parte dos países ocidentais católicos, os dias santos de guarda são:
  • Santa Maria, Mãe de Deus - 1 de janeiro
  • Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) - data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade
  • Imaculada Conceição de Maria - 8 de dezembro
  • Natal - 25 de dezembro
2) Confessar-se ao menos uma vez por ano

Pergunte-se: "eu peco uma vez por ano?"

3) Receber o sacramento da Eucaristia, pelo menos na Páscoa
 

Pergunte-se: "Jesus deu a vida por mim. Devo ter comunhão com Ele somente uma vez por ano?"

4) Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja
  • Dias de jejum: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa
  • Dias de abstinência de carne: sextas-feiras da Quaresma
Pergunte-se: "Enquanto eu faço essa abstinência, eu oro a Deus?". Se você não ora, você só está passando fome.

5) Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades
 

Pergunte-se: "Quem me dá tudo na vida?" Deus faz tudo por você e deseja que você creia nisso. A Bíblia ensina sobre dízimos e ofertas um versículo pode ajudá-lo(a) compreender um princípio eterno de Deus: semeadura e colheita.

2 Coríntios 9:6
"E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundáncia, em abundáncia ceifará."

A matemática de Deus é contrária à matemática dos homens. Quando você acha que está subtraindo e entrega a Deus, Ele soma em sua vida.

Estes cinco mandamentos da Igreja (não confundir com os Dez Mandamentos da Lei de Deus), na sua forma atual, foram promulgados em 2005 pelo Papa Bento XVI, quando suprimiu o termo "dízimos" do quinto mandamento (pagar dízimos conforme o costume), cujo sentido real era, obviamente, contribuição, não taxação ou imposto.

Veneração de Imagens
A Igreja Católica utiliza vários argumentos para justificar a idolatria de imagens. Portanto, vamos analisar na Bíblia qual é a vontade de Deus quanto a isso. Podemos ou não podemos adorar ou venerar imagens?

A Igreja Católica utiliza o argumento de que Moisés fez uma serpente de bronze e levantou-a no deserto para justificar o uso no culto sagrado. Leia em Números 21:4-9.


Números 21:4-9
"Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se naquele caminho. E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel. Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo. E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e pöe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pó-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia."

Porém, Deus não estava ensinando a fazer imagens e utilizar objetos para cultuar. Interpretar dessa forma é um grande equívoco e contraria a vontade de Deus.

A serpente de metal remetia a Cristo sendo levantado, para que todo aquele que olhe para Ele seja sarado de seus pecados e tenha a vida eterna. Leia em João 3:13-16 :

João 3:13-16
"Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."


A Bíblia diz que a serpente de bronze não foi feita para ser cultuada, mas um símbolo para que o povo pudesse olhar com fé e ser curado. Posteriormente, quando o povo fez daquele símbolo um ídolo, o rei Ezequias a destruiu. Leia em 2 Reis 18:4.

2 Reis 18:4
"Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã."

Observe que, quando o povo passou a adorar aquela serpente de metal, o rei Ezequias, que cumpriu a vontade de Deus como está escrito em 2 Reis 18:3, destruiu aquele objeto.

Deus proibiu seu povo de confeccionar e cultuar imagens, estátuas, etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. Deus proibiu seu povo de fundir imagens para cultuá-las.

Leia Êxodo 20:1-5:
"Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam."

Leia também o Salmo 115:1-8. Na Bíblia Católica, é o Salmo 113:1-8 ou Salmo 113:9-16.
"Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam."

Algumas imagens que Deus mandou confeccionar não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem serviam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a arca da aliança, mandou confeccionar figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (1 Reis 6:23-29, 1 Crônicas 22:8-13, 1 Reis 7:23-26), além de outros ornamentos. Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou vistas como objetos de devoção ou adoração. Se os filhos de Israel tivessem feito isso, Deus mandaria destruí-las. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, aproximadamente no ano de 100 dC, certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. No entanto, adverte-nos: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 João 5:21)

Deus não deseja que você adore imagens ou qualquer outro tipo de objeto. Toda a sua adoração deve ser dada a Ele, o único e verdadeiro Deus, que criou todas as coisas e também criou você.

Leia também toda a advertência do apóstolo Paulo quanto aos ídolos, em 1 Coríntios 8:1-7 :
"Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele. Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada."

Outra atitude da Igreja Católica é a veneração de relíquias (objetos). Vejamos, na Bíblia, se isso faz parte da vontade de Deus.


Veneração de Relíquias
A Igreja Católica usa as seguintes passagens para justificar a veneração de relíquias: Êxodo 13:19, Êxodo 25:18, 2 Reis 13:21

Utilizando Êxodo 25:18, os católicos apresentam o argumento de que Deus mandou fazer querubins (imagens de anjos). Portanto, seria justificado usar imagens na igreja.

Mas não é isso que a Bíblia diz.
As imagens dos querubins na arca do concerto não eram adoradas. Não eram padroeiras dos hebreus, não intercediam por eles, nem eram a recordação de alguém que eles amavam. Eram ornamentos e simbolizavam a presença de Deus (Deuteronômio 10:1-3, 2 Crônicas 5:10, Hebreus 9:4-5)

Utilizando 2 Reis 13:21, a igreja Católica afirma que esse texto justifica a veneração às relíquias dos santos.

Mas não é isso que a Bíblia diz.
O milagre registrado aqui não promove ou justifica a veneração de relíquias. Deus usou diversos meios físicos para realizar milagres como, por exemplo, a vara de Moisés, a serpente de bronze no deserto e a saliva do Senhor para curar o cego. Mas, em nenhuma ocasião, permitiu-se a idolatria. Ezequias, rei de Judá, despedaçou a serpente que Moisés fizera, pois o povo estava queimando incenso (2 Reis 18:4, Romanos 1:25).

Outro fato que faz parte da doutrina da Igreja Católica é acreditar na Intercessão dos Santos. Vejamos se isso é verdade ou mentira.

Intercessão dos Santos
A Igreja Católica utiliza as seguintes passagens para justificar isso: Êxodo 20:19, Salmos 103:20-21, Mateus 17:4, Mateus 22:32

Êxodo 20:19
"E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos."

Para justificar a intercessão dos santos, A Igreja Católica diz que Moisés intercedia pelo povo. Declara ainda que, embora o nome Medianeiro ou Mediador aplique-se somente a Jesus (1 Timóteo 2:5), e que a mediação de Cristo é absolutamente necessária, superabundante e suficiente, não carecendo de auxílio, mesmo assim a Igreja Católica não exclui os medianeiros subalternos e dependentes de Cristo.

Mas não é isso que a Bíblia diz
Há problemas graves nesse argumento católico. Primeiro, a Bíblia não reconhece e nem menciona qualquer mediação ao lado da única e suficiente mediação de Cristo. A Bíblia não fala de mediadores ou medianeiros subalternos, mas de um só mediador (medianeiro). Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Os apóstolos deram testemunho inequívoco disso: “debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pela qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Leia também 1 Timóteo 2:5 e 1 João 2:1.

1 Timóteo 2:5
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem."


1 João 2:1
"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo."

Se a mediação de Cristo é única, ela exclui qualquer outra mediação. Cristo é o verdadeiro e único Mediador, o que torna falsos todos os outros mediadores ou medianeiros. Segundo, a mediação de Moisés não serve como exemplo da mediação dos santos ensinada pela Igreja Católica. Moisés estava vivo e os santos da Igreja Católica já morreram e não participam mais das coisas deste mundo.

Utilizando o Salmo 103:20-21, a Igreja Católica afirma que podemos orar aos anjos ou àqueles que já morreram.

Salmo 103:20-21
"Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra. Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais o seu beneplácito."

Mas não é isso que a Bíblia diz.
Tanto a natureza poética do livro dos Salmos quanto o contexto indicam que o salmista está utilizando um recurso literário, falando a respeito da criação em sua doxologia dirigida a Deus – o alvo é Deus, e não a criação. Além do mais, é completamente estranho associar este versículo com a intercessão por intermédio de pessoas mortas. Temos exortações claras que condenam a devoção à criação e às criaturas (Êxodo 20:2-4, Deuteronômio 6:13-14)


Deuteronômio 6:13-14
"O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós;"

Utilizando também Mateus 17:1-4, o catolicismo afirma que o encontro dos discípulos com Moisés e Elias no monte da transfiguração indica que podemos buscar a intercessão dos mortos, considerados santos.

Mateus 17:1-4
"1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias."


Mas não é isso que a Bíblia diz.
Não encontramos no texto nenhuma menção de oração ou reza dirigida àqueles profetas durante a transfiguração. Também não houve nenhuma comunicação entre Moisés e Elias e os discípulos. Eles estavam falando somente com Jesus e entre si (versículo 3), e não com os discípulos. O texto diz explicitamente: “Pedro disse a Jesus”, e não a Moisés ou a Elias. Esse encontro foi único. Não houve precedente para uma comunicação constante com os falecidos. O objetivo da transfiguração era único: demonstrar a glória de Cristo em seu reino. Existem boas razões para que os católicos romanos não orem aos mortos. Primeiro, somente Deus deve ser nosso objeto de oração. Não encontramos nenhuma invocação a líderes mortos, nem no Antigo nem no Novo Testamento. Oração, entre outras coisas, é adoração. É um elemento de culto. Portanto, orar a qualquer outro ser é inadmissível (João 14:13-14)

João 14:13-14
"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho."

Usando o versículo Mateus 22:32, a Igreja Católica deseja justificar a intercessão dos santos e de Maria junto a Deus.

Mateus 22:32
"Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos."

Mas não é isso que a Bíblia diz.
Jesus afirma que aqueles que já dormiram no Senhor, e que para nós estão mortos, estão, na verdade, vivos para Deus. Isso elucida a questão da sobrevivência da alma (Apocalipse 6:9-11), pois Deus é Deus dos vivos e não dos mortos. O Senhor é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Todos esses homens já morreram, mas estão vivos para Deus. Não existe apoio escriturístico para a doutrina da intercessão realizada pelos santos. Os mortos não condenados estão conscientes no céu, mas não podem entrar em contato com os que estão na Terra. Logo, não podem ouvir orações dos vivos.

Rezas
Várias religiões não possuem liberdade e espontaneidade na oração. Pelo contrário, suas orações são palavras previamente decoradas ou lidas. Usam de vãs repetições.

Mas o que a Bíblia nos ensina sobre isso?
Contrariando esses sistemas de preces e rezas, a Bíblia nos mostra várias passagens de orações espontâneas ouvidas por Deus (Gênesis 20:17, Números 11:2, 2 Reis 6:18, Salmos 3:4, Salmos 25:5, Salmos 30:2, Salmos 50:15, Salmos 62:8, Salmos 120:1, Filipenses: 4:6-7). O Senhor Jesus proibiu esse método de intermináveis repetições de palavras, escritas ou decoradas. Em Mateus 6:7-8, Jesus abominou as rezas, manifestadas por repetições.

Mateus 6:7-8
"E, orando, não useis de vãs repetiçöes, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes."

Se você é católico, já deve ter rezado, assim como eu antes de conhecer a verdade, um terço ou um rosário e decorado rezas no catecismo. Faça-se uma pergunta: "Onde estão os meus pensamentos quando rezo o terço ou rosário ou o credo?". A oração é a forma de você se comunicar com Deus. Não precisa repetir nenhuma reza. Apenas fale com Deus como seu amigo. Deus, por meio de Jesus Cristo, fez-nos livres para falarmos com Ele.

Chegamos ao final de mais um estudo bíblico. Creio que seus olhos foram e continuarão abertos, em nome de Jesus. Se você deseja conhecer mais sobre Deus, continue lendo nossos estudos e, principalmente, a Bíblia. Nossos estudos são apenas uma maneira de abordarmos discussões sobre temas sempre nos pautando na Bíblia. Não queremos, e buscamos sempre, que nenhuma palavra que escrevemos esteja fora da verdade que só existe em Deus e na Sua Palavra.

Sinta-se na liberdade de orar a Deus neste momento colocando o que está no seu coração, pedindo que Ele traga a paz sobre a sua vida. Permita que Ele o encha com o infinito amor.

Creio que este estudo é um dos mais dolorosos para você, leitor(a), caso você seja católico(a), pois você sente que perdeu muito tempo até conhecer a verdade. Eu me sinto assim. Queria ter conhecido Deus e Sua Palavra antes, mas fiz outras escolhas e não o busquei. Hoje, glorifico a Deus por me permitir conhecê-lo e pela transformação constante que Ele tem feito em minha vida.

Saiba que já foi escrito na própria Bíblia que todo esse engano criado pela Igreja Católica e por outras religiões aconteceria. Leia abaixo:

Romanos 1:25
"Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém."

Deus conhece todas as coisas. Que Ele o(a) abençoe abundantemente, em nome de Jesus.

Amém!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A genuína obediência a Deus é o segredo da verdadeira prosperidade


Em Deuteronômio 28, consta o rol de bênçãos que foram lançadas do monte Gerizim, palavra hebraica que significa terra estéril. Nesse mesmo capítulo (v.1-14), podemos aprender um pouco mais sobre a obediência ao Senhor e seus frutos.

Bênçãos foram proferidas sobre o povo de Israel (Dt 27.12). Se este obedecesse a Deus e à Sua Palavra, seria ricamente abençoado: “... se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos... o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações” (Dt 28.1).

Para que as bênçãos celestiais e materiais viessem sobre o povo do Senhor, fazia-se necessário os escolhidos darem ouvidos à Sua voz: “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR, teu Deus” (Dt 28.2). Só assim, os eleitos experimentariam a verdadeira prosperidade (v.1-14).

A despeito de essas bênçãos terem sido proferidas aos israelitas do tempo de Moisés (Dt 28), o Senhor continua a abençoar àqueles que observam e guardam os Seus Mandamentos, as Escrituras Sagradas: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas” (Ap 1.3).

Em Cristo Jesus
 
JPMS
 
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mudanças climáticas na vida do Cristão


                                                       CANTARES 2:10-12


Introdução: Livro escrito no sêculo X  A.C ,  por Salomão, ele retrata a figura da igreja na pessoa de sua amada, e nos leva ao uma interpretação espiritual da coisas.
Neste diálogo entre ele e a Sulamita, ele resslta as qualidades e a beleza feminina, pois ele era um bom galanteador e apaixonado pela vida.Aprendo que Jesus nos admira e vê qualidades em nós, e neste texto ele nos diz que : ESTAMOS EM UM NOVO ANO, E É ANO DE MUDANÇAS!
Sulamita que não era boba percebeu que ele já estava com os "quatro pneus arriados" por ela, mostrou interesse em conhecer a casa do Rei, no palácio ela conhece toda a majestade do Rei e a grande sala do banquete, diz a história que nesta sala só adentrava pessoas espaciais que Rei queria honrar, já estamos na atmosfera espiritual desse palácio, pela fé entre nessa sala e pode comer, pois Ele tem o melhor para sua igreja!

E derepente ele chama a sua amada e faz quatro promessas a ela:

1-Vê! Já passou o inverno- Ele se refere as estações do ano que são quatro, esse número tem grande influência, pois são quatro os cantos da terra, quatro são os evangelhos, quatro número do homem, quatro ventos, quatro homens na fornalha, mas quando vemos o quarto homem andando na fornalha é para dar vitória!
O vento oriental- vem do deserto e faz gear as ervas, ele é violento(Jó 1:19), esse vento destruiu a casa onde estavam os filhos de Jó, ele destroi plantação e traz inundações, mas hoje é tempo de mudança de estação, pois Jesus nosso noivo afasta essa estação, pois Ele vem para mudar nossa história!

2-As chuvas cessaram-Nos falam das dificuldades para andar, falta de ânimo.Águas em abundância e símbolo de destruição.Ex: dilúvio em Minas Gerais e no Rio de Janiero, imagine a angústia das pessoas que passaram por estas águas, mas hoje eles passam por nós!

3-E se foram- Logo que as chuvas passam fica um cenário de destruição, lugares sujos, desordem, mas nesta hora Jesus vai colocar tudo no lugar, e essa terra que estava seca agora irá produzir, é tempo de muito trabalho e as primeiras sementes vão aparecer!

4-Aparecem as flores na terra- É interessante como Deus trabalha na natureza, durante a primevera vento norte sopra sobre as flores e o pólem delas vão para outra flores e lugares, o resultado é que onde não havia nada começa a nascer e a flor que estava fraca começa se fortalecer.
Por isso, o tempo de cantra chegou, uma nova estação, nova história, campo colorido, podemos ver um arco íris no céu, símbolo de alinça perpétua.Deus irá banir o tempo da vergonha.
Seremos como pólem nas mãos de Deus, carregado pelo vento do Espírito para fazer a diferença, porque Ele mudou nossa estação!



Ministração da palavra feita pelo irmão Cristian Roger no dia 15/01/2012, culto da família.

sábado, 14 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Culto narrado como um jogo de futEBOL...Sò para quebrar o gelo,rssssss.

Em meio a tanta notícia ruim, é possível pensar em coisa boa?


O que será que passa nas cabeças das pessoas? No que elas vêm pensando em dias de tanto caos, desgraça, matança, corrupção no mundo secular, e com tantos escândalos e heresias e com tanto secularismo religioso nas igrejas? Diante de tantos problemas que o mundo enfrenta e principalmente a igreja de Cristo, o que tem ocupado a mente da população e, principalmente, do povo de Deus?


Eu fico a imaginar um pai de família que ao chegar em casa depois de um dia trabalhoso, toma um banho, dá um beijo na esposa e atenção às crianças, e perto das oito da noite liga a TV para ver o jornal e ficar atualizado ao se deparar com terríveis notícias. Os telejornais hoje na realidade raramente trazem uma notícia boa. Na maioria, são testemunhos do que o diabo esta realizando através de pessoas sem Cristo.

No jornal impresso, as mesmas más notícias. A internet, da mesma maneira. Estamos em volta de problemas nos afligindo dia a dia. Analisando o nosso contexto, eu me pergunto: será que os cristãos têm ocupado a mente com o que edifica ou ocupam suas mentes com as mais diversas catástrofes do nosso tempo?

O profeta Jeremias, em suas lamentações, entra em colapso de tanto problemas. Observe que, entre Jr 1,2,3-23, ele relata a situação que ficou Judá após ser destruída e saqueada por Nabucodonosor. Ele entra em colapso e num começo de depressão de tanto desgosto, chega a dizer “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim” (Lm 3.20).

Com isso, ele sabia que precisava ocupar sua mente com outra coisa e diz, “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21). Já dizia o velho adágio popular que mente vazia é oficina do diabo. Se vazia já é oficina dele, imagine pensando no que ele faz, “matar, roubar e destruir”. Jeremias sabia que precisava ocupar sua mente no que edificava e lhe dava esperança, e não nas tragédias que já tinham acontecido.

O problema é que nós temos a tendência do que é ruim. Exemplo: se vamos a um culto, que por sinal foi uma benção, e se teve um errinho na mensagem pregada, chegando em casa, em vez de lembrarmos os momentos bons do culto, nós lembramos o deslize teológico do pregador. Somos altamente propensos a ocupar nossa mente no que não edifica. Jeremias estava passando pelo mesmo problema, e ele não vê outra solução a não ser ocupar sua mente com as misericórdias do Senhor (Lm 3.22).

Foi pensando nisso que Paulo orientou os colossenses, “pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.2). Ocupar nossa mente com as coisas de Deus, pensando no que é celestial, nos faz termos paz e alegria no espírito. A Bíblia diz que este mundo inteiro jaz no maligno (1Jo 5.19), ou seja, o sistema de governo deste mundo é pecaminoso, porém não podemos conformarmo-nos com isso e devemos seguir com o conselho de Paulo aos romanos, “transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

Existem pessoas que só pensam nas suas vidas pregressas e fazem disso a sua mensagem em cima de púlpitos para extorquir o dinheiro dos incautos. Paulo disse aos filipenses: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Fp 3.13), Paulo estava dizendo que tinha esquecido sua vida pregressa e pregava somente o Cristo Crucificado, e não o “eu fui”, “eu era” e “eu fiz”. Não a mensagem do evangelho foi, é e até a Sua vinda será a Cruz de Cristo.

“Tudo o que vejo, penso, no que penso, faço”. Nossas ações, atitudes e conversações são fruto dos nossos pensamentos. Se o povo cristão, por exemplo, só vê besteira na internet, só ocupa sua mente em tirar sarro e brincar com tudo, será que não vão levar o evangelho da mesma maneira como olham para certas pessoas, na brincadeira?

Mas, infelizmente, para esses, Paulo disse: “muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3.18,19).

A igreja está sendo e vai ser ainda mais bombardeada com tudo o que não presta, e isso é inevitável, porém podemos nos blindar contra isso renovando e transformando a nossa mente pensando no que é celestial e ocupando-a nas coisas de Deus.

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).

Fim de 2011. E você, está com medo de 2012 só por causa de um mito?

Quem começou o ano de 2011 jamais imaginaria que o mundo árabe iria entrar em ebulição, que Steve Jobs iria morrer, que Lula, Dilma, Cristina, Lugo e Chaves iriam pegar câncer, que o Brasil iria chorar com o massacre em Realengo, que a Igreja perderia David Wilkerson e outros pastores por acidente automobilístico... Enfim, muita coisa que ocorreu ao longo do ano que termina deixou muita gente perplexa.

Claro que houve também outras tantas coisa agradáveis. Cada pessoa pode contar algo bom ocorrido no ano, mesmo que eventualmente alguém possa analisar 2011 como um ano ruim.

Mas está chegando um novo ano, e desde 2000 – quando inventaram o “bug do milênio” –, nunca se ouviu falar de um ano tal emblemático e misterioso. Já tem gente se programando pra viver apenas alguns meses só porque – dizem – antes de junho a terra passará por transformações letais até o ápice: o fim do mundo, em dezembro.

Tem até crente temendo que o mundo vai mesmo acabar segundo a profecia dos maias. “Está todo mundo falando, tem livros escritos, filmes produzidos, especialistas analisando”, argumentam os medrosos. Esses aterrorizados, que não mudam muito dos medrosos da virada do ano de 1999, esquecem que não é homem que determina fim dos tempos. Isso cabe exclusivamente a Deus.

Vale ressaltar que o calendário maia em nada se iguala ao calendário divino. Até porque a restauração do mundo, para quem conhece escatologia, só se dará bem depois o arrebatamento da igreja e depois da Grande Tribulação, no período do novo céu e da nova terra.

Deus não irá permitir que Sua Igreja sucumba por causa de mais um mito. 2012 vem cheio de perspectiva, atrações, realizações, cumprimento de promessas, provações premiáveis e, claro, a companhia de Deus em todos os dias.

Pra pincelar rapidamente, para este blog, o ano também foi de sucesso, com recorde de acessos diários, matérias especiais, coberturas de grandes eventos, notícias e opiniões dos fatos evangélicos e, óbvio, denúncias das heresias, modismos e incongruências praticados por gente que se diz crente.  Terminamos o ano com mais de 526 mil acessos e mais de 1430 seguidores. Bênção do céu!

Portanto, que Deus conceda um bom 2012 pra todos vocês. Não se importem com os maias, se importem com Cristo, até porque Ele pode voltar bem antes do sinistro dia 21 de dezembro de 2012, o que seria ótimo. Esta terra já não merece comportar mais a Igreja do Senhor.

Não quero especular nada de bom ou de ruim, mas grandes coisas virão. Que Deus esteja em todas elas. Promissor 2012 pra quem chegou até aqui.

Mais uma jogada da Globo pra atrair os crentes: a participação de uma evangélica no BBB 12


Hoje, a TV Globo divulgou os nomes dos participantes do mais irritante programa de TV do País, o Big Brother Brasil 12. É claro que isso não interessa pra ninguém que tenha um mínimo de gosto cultural e um senso crítico útil, seja crente ou não crente.

Só que a Globo está resolvendo mudar a estratégia. Como já foi falado neste blog, a intenção da emissora é quebrar o estereótipo demonizado que a TV ganhou por parte dos cristãos nos últimos anos, criando opções de programação para os evangélicos e, ao mesmo tempo, flexibilizando qualquer tipo de aversão à emissora.

A mais recente proposta global foi no Festival Promessas, um assunto exaustivamente debatido nos últimos dias. Mas o evento dos astros gospel durou apenas um dia, e a sua (má) repercussão tomou pouco espaço de tempo, apesar de ter sido bem feroz.

Dessa vez, a Globo foi além. A emissora não se conteve com algumas horas nas graças dos evangélicos. Ela quer que os cristãos a aceitem definitivamente, durante um bom tempo. E a nova armadilha está justamente no centro das críticas de muitos crentes espalhados pelo nosso Brasil: a participação de chamada baiana Jakeline, de 22 anos, estudante de zootecnia e evangélica. Isso mesmo, o BBB, pela primeira vez, terá uma evangélica entre os participantes.

Ela é justamente o típico exemplo de menina certinha: estuda fora da cidade onde mora durante a semana, já tentou ganhar a vida em São Paulo, tem uma família estruturada e é bastante divertida. Ela vai cair nas graças de qualquer crente que esteja sem tempo pra Jesus e venha a assistir ao BBB.

O pai dela já disse que suas convicções religiosas não vão atrapalhar o relacionamento com nenhum dos participantes. “Cada um vive do jeito que quer, e ela com certeza vai respeitar isso”, afirma. Já uma amiga contou ainda que “ela é bem ligada a Deus. É evangélica e frequenta os cultos na Igreja”.

Vejam como a Globo é esperta. Ela sabe que os crentes sempre foram instruídos a rejeitá-la. O intuito agora é conquistar o maior número de fiéis não à sua programação total (que óbvio, tem seu lado bom, principalmente o jornalístico), mas sim às coisas profanas que ela divulga. Sabendo disso, ela quer transformar qualquer um que vá de encontro às suas novas estratégias em “conspiradores”, “conservadores” e “fundamentalistas”. E esses defensores do chamado ‘Filipenses 1.15-18 a qualquer custo’ pensam que Jesus dá aval a esse tipo de armadilha.

Tempos atrás, quando o Big Brother ainda estava engatinhando, eu pensava que seria uma boa ideia se um evangélico participasse do reality show para divulgar o Evangelho, já que todo tipo de gente das mais diversas extirpes estavam ali. Mas o que se tem visto no programa é algo que vai ao encontro de tudo que o Evangelho prega. E mais: jamais a Globo colocaria um crente para pregar (não só gritar “aceitem a Jesus”, mas dar bom testemunho de crente) dentro de um Big Brother. Até porque, assim como foi no Festival Promessas, a emissora não aceitaria alguém condenando dentro, do seu próprio terreiro, justamente aquilo que ela mais divulga na sua programação: o pecado.

É uma pena que veremos milhares de evangélicos outrora avessos ao BBB grudados em frente às suas TVs, “torcendo pela irmã”, como se Deus fosse aplaudir a vitória da participante evangélica. Já dá pra imaginar os irmãos fazendo campanha de oração, pedindo a Deus para abençoar Sua serva e dar vitória. Não duvido que haja alguém pra fazer isso.

Que ninguém caia nessa estratégia da Globo. Ela está, paulatinamente, minando todas as resistências dos crentes contra o que há de pior na sua programação. Não importa se há homossexualismo, devassidão, iniquidade, prostituição, impureza e toda mistura de pecado. Mesmo sendo um programa sem nenhum valor e sem a menor referência para a família, o BBB terá uma evangélica, e muitos crentes frios, crus e desligados de Deus festejarão por isso.

Não estou aqui dizendo que crente não deve ver TV, assistir aos bons jornais e suas matérias de alta qualidade que a Globo produz. Afinal, ela é a quarta maior emissora do mundo. Só que a crítica aqui está no apego que muitas pessoas estão tendo com aquilo que a emissora divulga e que a Palavra de Deus condena.

A “boa” notícia disso tudo no Big Brother é que se a Jakeline atender às expectativas e tiver um comportamento razoável, sua trajetória no programa não durará muito tempo. Afinal, quem é bonzinho não dura muito na casa. Mas quem garante que ela não vai se moldar (Rm 12.2) ao estilo do BBB e terá o novo de “crente moderna”? Aí vai ser o fim: muitos crentes comemorando a vitória da evangélica e dizendo “o nome do Senhor foi glorificado”.

Não entrem debaixo do mesmo jugo daqueles que não amam ao Senhor, pois que tem o povo de Deus em comum com o povo do pecado? Como pode a luz conviver com as trevas? E que harmonia pode haver entre Cristo e o diabo? Como pode um cristão ser companheiro de alguém que não crê? (2 Co 6.14,15).

VIDEO APRESENTADO NO CULTO DE MISSÕES

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ministração de Santa Ceia - Domingo 11 de Dezembro


Tema: Influencias na Vida do Cristão


Filipenses 3 - 14. 15
Introdução: Nos vivemos em alguns aspectos sobre influencias do passado.
Os judeus levaram Cristo à cruz por conta das tradições do passado, e essas tradições ou crenças geralmente nos levam a caminhos de cruz, onde vivemos o martírio de nossos próprios erros.Por este motivo Jesus nos orienta a não se prender a tradições, mas ter uma nova vida.
O texto nos fala de tempo, e que existe um tempo p/ todas as coisas, mas aqui iremos falar de todos os tewmpos: Presente Passado e Futuro.
Somo condicionado há esse tempo, e alguns ainda vivem conseqüências desses tempos.
Quando olhamos p/ estas três condicionais percebemos que existem coisas do passado que preciso esquecer, pois elas podem influenciar no meu presente e atrapalhar meu futuro.
Enumerei algumas coisas que precisamos esquecer do passado.
Dos nossos Pecados - Pecamos contra Deus, por isso não podemos nos condenar, só ele pode nos lembrar de nossos erros, mas a bíblia em hebreus 10.17 diz que ele lançou no mar do esquecimento p/ não lembrar mais.
Quando nos lembramos dele damos legalidade p/ ele nos acusar, deixe Cristo te justificar de todos teus erros.
Das Ofensas dos outros contra mim – há pessoas que não consegue esquecer o que fizeram com ela.
Quando mantemos vivo o pecado dos outros contra nós, vc deixa de receber as benças de Deus.
Quando não perdoamos não somos perdoados por Deus. Mateus 6.14,15
Quando não perdoamos damos campo p/ o diabo nos vencer, por isso que não alcançamos vitória.
Temos que esquecer das oportunidades Perdidas – Isto não é pecado, mas quando lembramos destas coisas, oportunidades perdidas, não nos perdoamos e isso traz angustias e tristezas.
Temos que esquecer porque sabemos que Deus esta no controle das coisas, Como fazer p/ esquecer
- aceite o perdão de Deus pois o sangue que irmos tomar nos purificou.
- Libere perdão p/ quem te ofendeu, pois se não liberar o maior prejudicado é vc. A falta de perdão te liga à pessoa.
Lamentações 3.21 Não trarei a memória aquilo que não me traz a esperança, não se lembre daquilo que não te traz benefícios.
Coisas que não Podemos Esquecer
As experiências que passamos – O salmista disse: salmo 119.71 foi bom ter passado pela aflição – isso nos trouxe base e discernimento...
Não podemos esquecer-nos das Coisas boas, o favor que Deus nos fez, Davi não se esqueceu do pacto com Jonatas, e favoreceu o filho do seu amigo mesmo depois de 20 anos.
Pilatos quando olho e viu Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto ele disse: EIS AQUI O HOMEM. João 19. 5.
Jesus no caminho do golgota, 650 mts de agonia o caminho mais longo de sua vida, todo machucado, o céu se chocou com esta cena.
Os anjos estavam acostumado a ver Jesus sentado no trono e não carregando a cruz,
Eles viram Jesus sendo glorificado pelos serafins, querubins, pelos 24 anciões. Apoc.4,10 – Eles lançavam suas coroas.... Mas eles não estavam acostumados a ver Jesus sendo cuspido, esbofeteado.
Eles sempre viram o Rei com sua Gloria enchendo os céus, mas agora eles vem Jesus com uma coroa de espinhos em sua cabeça.
Os anjos sempre viram as mãos de Jesus curar as pessoas, agora suas mãos sendo cravadas.
Estas cenas jamais eles esqueceram e nos não podemos esquecer deste sacrifício que nos traz a paz e o perdão de nossos pecados..

Cristian Roger




Leonardo Gonçalves - Getsêmani

No Getsêmani foi que meu Jesus orou,
Se entregando ao Pai mais uma vez.
Logo vieram pessoas para o levar
Para a maior das provações
Ele tanto amou tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.

Os soldados cuspiam no seu rosto nu...
Posso ouvir o clamor da multidão.
E Jesus a olhar aquele céu azul
Pede ao Pai que lhes dê o seu perdão.
Ele tanto amou, tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.
Ele tanto, tanto me amou.
Ele tudo por mim suportou,
Carregou minha cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.

O cristão e o Natal [parte 1]

O cristão e o Natal [parte 1]

 
O AD VIP traz um artigo sobre o Natal, seu significado e seus equívocos. Dividiremos esse artigo em duas partes. Na primeira, traremos o lado bom e o verdadeiro sentido desse dia: O nascimento de Jesus Cristo. Na outra parte, mostraremos à luz da Bíblia e da História o que significa os símbolos natalinos (Papai Noel, árvore de natal, luzes, etc) e o consumismo exacerbado que está presente nesse período. Vale a pena conferir e entender que o Natal mundano não tem nada a ver com o verdadeiro Natal.
Sem dúvida, o Natal é a data mais festejada do cristianismo. Nem mesmo os ateus conseguem fugir do Natal, e de uma ou outra maneira são confrontados com essa festa. Mas até que ponto conseguimos realmente compreender o significado do Natal?
Em pensamentos sempre lembramos da estrebaria e da criança na manjedoura. Mas esse é apenas um dos fragmentos visíveis do que aconteceu naquela ocasião. O Natal é muito mais. Ele é a primeira ligação entre o céu e a terra. Trata-se de um encontro da glória invisível de Deus com a nossa existência humana. O eterno e poderoso Deus, uma personalidade que não pode ser compreendida pelo nosso raciocínio, um poder que não pode ser expresso em palavras, enviou o Seu Filho Jesus para a terra. Cristo, o Filho de Deus, teve de tornar-se homem!
Certamente Deus poderia ter agido de outra maneira. Ele poderia ter dado uma aparência sobre-humana a Seu Filho, como a um anjo, enviando-O para a terra. Mas assim Jesus não ter-se-ia tornado homem, e Ele também seria sempre visto somente como um ser sobrenatural.
Jesus tornou-se homem. Ele começou a Sua vida como todos nós: Ele nasceu num mundo perdido. Ele não teve nenhum lar seguro, pois pobreza, inquietação e fuga caracterizaram os primeiros dias da Sua vida. Com Ele aconteceu exatamente o mesmo que ocorre a milhões de pessoas em nossos dias. Jesus foi homem como nós. Esta é a verdade sóbria do Natal. Mas a mensagem do Natal é o esplendor da glória de Deus que paira sobre todos esses acontecimentos. Embora Jesus tivesse se tornado homem, Sua verdadeira glória não pôde permanecer oculta. Até os magos do longínquo Oriente reconheceram: lá em Belém nasceu alguém que é mais que simples homem! Eles O procuraram e tiveram um encontro com Jesus.
O Natal é o convite de Deus a nós seres humanos: venham, vejam meu Filho! O verdadeiro encontro com Jesus, o verdadeiro Natal, também fez com que os magos do Oriente mudassem os seus planos de viagem: "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2.12). O encontro com Jesus protegeu-os de um novo encontro com o Seu adversário.
O Natal também é uma ordem de Deus a nós: siga por outro caminho! O grande perigo em relação ao Natal está na tradição exterior. Brilho de luzes e cânticos de Natal não fazem o Natal. Ele somente torna-se uma festa verdadeira se encontrarmos Jesus de verdade e se por meio disso ocorrer uma mudança no rumo da nossa vida. O encontro com Jesus abre os nossos ouvidos interiores para a exigência do Altíssimo: siga por outro caminho! Estamos dispostos a obedecer ao que Deus nos ordena?

O cristão e o Natal [parte 2]

O cristão e o Natal [parte 2]

"E disse Jesus: Hô, hô, hô!" Esta cômica frase é o significado do que tem sido difundido sobre o nascimento de Cristo. Partindo desse pressuposto, trouxemos esse artigo para esclarecer os nossos irmãos, crentes em Jesus, quanto à diferença entre o Natal que o mundo comemora e o nosso Natal.

Há alguns milênios, cumpria-se o que foi dito da parte do Senhor nas profecias do Antigo Testamento. Nascia Jesus, o Salvador da humanidade. Tida como uma das grandes datas anuais, o mês de dezembro pára para celebrar o dia do nascimento de Cristo no próximo dia 25. Mas, será mesmo que é isso que acontece? Aliás, Jesus nasceu mesmo em 25 de dezembro? E mais, alguém lembra de Jesus nesse dia, quando o “dono do espaço” chama-se Papai Noel? O que significa então, à luz da Palavra, as árvores de Natal, aqueles “pisca-pisca” que são as luzes natalinas? Pior, será mesmo certo um cristão comemorar esse dia com esses elementos simbólicos e saudar os demais com um “Feliz Natal”?


Por que 25 de dezembro?

Começo pela data em si. Para quem não sabe, no mês de dezembro costuma chover e nevar na Palestina. Faz um rigoroso inverno. Logo, os pastores não deixam as ovelhas ao ar livre nas noites de inverno e, conforme Lucas 2.8, “naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam os seus rebanhos, durante a vigília da noite".

E por que 25 de dezembro? Alguns relatos afirmam que essa comemoração foi fixada 300 anos depois da morte de Cristo, por Constantino, que aproveitou o dia 25 de dezembro (que era tido como o dia do nascimento do deus-Sol) para, numa mistura com as religiões pagãs, definir como o dia do nascimento de Cristo. De qualquer forma, não se sabe qual foi o dia exato do nascimento de Jesus. O importante é saber que Ele nasceu.


Quem é o Papai Noel?

Quando alguém faz uma indagação sobre quem é o Papai Noel, pensa-se logo no bom velhinho vestido de vermelho e de barba branca, que entrega presentes num trenó na véspera do Natal. Ele é aquele que vê o comportamento das crianças e as presenteia no fim do ano conforme os seus atos, se são bons ou não. Segundo a história, Papai Noel na verdade é São Nicolau de Bari (daí Saint Klaus, que é Papai Noel em inglês), um bispo de Mitra que "costumava distribuir presentes às filhas de um cidadão empobrecido e era venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro". (Encyclopaedia Britannica, p. 648-649).

Mas onde está o problema do Papai Noel? Está no que ele faz. Como?

O Papai Noel, segundo as visões da sociedade mundana, é aquele que vê a todos o tempo todo e sabe se os tais são bons ou maus. Isso é errado, tendo em vista que só o Senhor é Onipotente (Sl 33.14) e Onipotente (Mt 28.18). Depois que o Papai Noel tira a atenção de Cristo, o 'aniversariante', e cria um pensamento materialista na mente das pessoas.

Em suma, Papai Noel não existe. Não peça presentes a Papai Noel. Existe um Papai do Céu pronto pra te abençoar (Sl 115.13).


A árvore de Natal

É sabido por todos que o nascimento de Cristo não tem nada a ver com esses símbolos natalinos. E por que estão inseridos nessa data?

Segundo a Enciclopedia Britânica, a moderna árvore de Natal surgiu na Alemanha Ocidental e representava a "Árvore do Paraíso". Já a Walsh Curiosities diz que a origem da árvore vem da Babilônia, quando foi utilizada para representar a morte de Ninrode, bisneto de Noé. Segundo sua mãe (que também era sua esposa!), um grande pinheiro nasceu da noite pro dia de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. Nessa árvore, depois de morto Ninrode deixava presentes no dia do seu aniversário de nascimento.

Ora, isso em nada condiz com o nascimento do Messias. Aliás as Escrituras alertam quanto a tal prática. Veja o que diz Jeremias 10.4,5 "Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova." Não há, portanto, necessidade para um cristão ter uma árvore de Natal em casa sabendo da origem pagã que ela conserva.


"Pisca-pisca", as luzes de Natal

O mesmo conselho serve para as luzes de Natal, o famoso "pisca-pisca". Por quê? O uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico (ou Menorah). Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes, o 'pisca-pisca' - o sentido é o mesmo! Logo, também é recomendável que o crente não tenha esses símbolos pagãos piscando dentro de suas casas (apesar da atração que causa nas crianças e do colorido que domina as paredes).


E agora, como agir?

Nós poderíamos falar também sobre as guirlandas e seus memoriais de consagração aos deuses, e os presépios e seus adereços que estimulam a veneração idolátrica das imagens; concluiremos, porém, falando sobre o Natal comemorado no mundo.

Essa data se tornou mais um dia de consumo do que um dia de confraternização. Nos países predominantemente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. Até mesmo em países não cristãos, como o Japão, a China e alguns países islâmicos, o Natal é celebrado mais como uma data comercial do que religiosa.

O Natal não é um artigo de fé; não faz parte do corpo doutrinário da igreja; é questão de ordem pessoal. É preciso que haja espírito de tolerância para com os que não pensam como nós em aspectos secundários de fé (Romanos 14). Os extremos devem ser evitados. Não se deve dizer a respeito de quem comemora o Natal: “Está em pecado; enganado por Satanás”. Por outro lado, quem não celebra o 25 de dezembro não deve ser crucificado por causa disso. Cremos, porém, que quem se fecha para essa data, perde urna grande oportunidade, pois nesse dia a maioria das pessoas está sensível a ouvir algo sobre Jesus. Pergunte-lhes o que acham de Jesus ou o que acham do Natal; qual o seu real significado; será que Natal significa comer e beber, cantar e dançar? Diga que o mundo precisa do Pai da Eternidade (Is 9.6) e não do “papai Noel”.

Outro conselho que deixamos: Resistir a esse espírito demoníaco de consumismo no Natal. Não que não devamos ir às compras, mas sim lembrarmos da real comemoração desse dia e, independente das compras, possamos lembrar, diariamente, que Jesus não só nasceu mas também morreu e ressuscitou e, por isso, nossa fé não é vã (1 Co 15.14)!

Portanto, agora que sabemos da origem pagã dos símbolos e práticas do natal, não se mostra adequado desejar tão somente: “Feliz Natal”, sobretudo ao não cristão! Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Co 11.24-26; Jo 13.14-17). Uma boa sugestão seria ensinar aos demais a real simbologia dos elementos natalinos e alertá-los quanto ao sentido verdadeiro que essa data representa. Anuncie para o mundo o que um anjo disse aos pastores ao nascer Jesus: “Eu vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo. Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10, 11).

Independente de qualquer posição em relação à festa de Natal, louvamos a Deus por essa feliz Boa Nova: Jesus nasceu!

Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela. E isso serve no meio dos crentes também


Vejo, com muito pesar, o que vem acontecendo com algumas ditas igrejas evangélicas, que de Evangelho tem muito pouco. Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega ευαγγέλιον, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).

Tomados pela insanidade do poder, alguns deixam a glória da cruz para se promoverem, deixando o Cristo que traz salvação bem longe de seus púlpitos, pois a real intenção não é que o nome dEle apareça, e sim o nome desse ou aquele líder.

A guerra pelo poder está se tornando mais acirrada a cada dia. É uma disputa por quem faz o maior número de milagres que não passa de chocarrices deliram pessoas cegas que não conseguem ver a radiante e longínqua, mas verdadeira Estrela da Manhã.  Seus líderes não querem que percebam esta Estrela, pois, fatidicamente, quando perceberem, suas estrelas ofuscarão e cairão em descrédito. É isso o que está acontecendo com muitos por aí.

O apostolo Paulo já advertia a igreja de Colossos: “Não permitam que outros lhes estraguem a fé e a alegria com suas filosofias, suas soluções erradas e superficiais baseadas em idéias e pensamentos humanos, em lugar daquilo que Cristo disse.” (Cl 2.8). Logo, o que estamos vendo não é novo, mas sim os homens são diferentes.

Muitos já não se contentam o título adquirido e inventam novos títulos, novas unções e tantas novidades que nem acaba de desaparecer uma, inventam outra. É ano disso, ano daquilo, e logo as pessoas vão se apegando a isso como se apega a verdadeiros ídolos. Falam mal de outras religiões, mas em que estão diferentes, se fazem as mesmas coisas?

A resposta pode ser bem simples: estão tomados da Síndrome de Lúcifer, mas não percebem, acham que estão corretos e querem que os outros também achem correto aquilo que fazem. Quando os outros discordam, estão “possuídos”, e os nomes que dão são os mais variados.

Hoje, infelizmente, está difícil querer servir por prazer. Muitos servem por puro interesse, quando, no fundo, os serviçais são mais sanguessugas e estão próximos do poder por causa de seus favorecimentos. Chega ser aberrante a bajulação que fazem via televisão, blogs, rádio e outros meios de comunicação.

Tudo isso para que se sintam donos do poder e para que seus nomes estejam estampados em anúncios que propagam seus nomes, e não o nome dAquele que está sobre todo o nome. Por sinal, falam tanto do nome do líder que esquecem qual é o verdadeiro Mestre.

Estamos precisando de uma reforma urgente, pois do jeito que estamos, algumas instituições ruirão e fracassarão, mas contra a Igreja do Deus vivo ninguém tem o poder de mandar, nem querer dominá-la, pois o cabeça dela é Jesus, o Cristo, nosso Salvador. Como diz a antiga letra traduzida pelo pastor Paulo Leivas Macalão e que compõe o hinário oficial das Assembleias de Deus, “Quem quer ir, por Jesus, a nova proclamar. Nos antros de aflição, misérias mal e dor? Cristãos, anunciei que o Pai quer derramar, O bom Consolador”.

Talvez poucos se alistem, pois os ganhos serão nulos. Mas a dedicação pessoal para a maior conquista de um homem de Deus foi escrita pelo sábio Salomão em provérbios: “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio” (Pv 11.30), e o apostolo Paulo reitera dizendo: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).